Dakota foi uma das convidadas pela Varity para participar do “Actors on Actors” oferecido por Shutterstock. O “Actors on Actors” é um evento onde os atores sentam e conversam sobre suas experiências na TV ou em filmes que estão com um grande sucesso, e todos nós sabemos que “The Alienist série que Dakota Fanning faz parte do elenco, foi um grande sucesso, e é claro que ela não poderia ficar de fora, então ela se juntou com o Freddie Higmore (Bates Motel e The Good Doctor) e conversaram sobre suas experiências, confira a matéria traduzida abaixo:

FH: Teve algum momento quando você pensou, “É isso que eu quero fazer quando crescer”?

DF: Minha mãe queria que eu fosse uma jogadora de tênis. Eu venho de uma família de atletas. Então essa era a última coisa que alguém esperava que eu fosse me tornar.

FH: Eu sempre senti que fui sortudo – ou pelo menos sempre pensei – por ter crescido em Londres e ter sido automaticamente removido de L.A. Eu acho impressionante que você tenha conseguido manter os pés no chão, enquanto eu tive um choque ao sair da minha realidade.

DF: Mesmo que eu ache que eu cresci em Los Angeles, eu sou originalmente da Geórgia. E minha família é muito tradicional e sulista. Então, embora eu tenha crescido em Los Angeles, eu também cresci na Geórgia, também na minha casa. Minha mãe conseguiu me dar uma vida estável e humilde.

FH: Você acabou de dirigir um curta-metragem, e tive a sorte de dirigir “Bates Motel”, e nesta temporada eu vou fazer isso de novo. Parece que há um caminho semelhante para o nosso futuro dessa maneira  de um desejo de fazer algo mais do que atuar.

DF: Dirigir para mim pareceu um passo natural. E eu amei tanto fazer aquilo. Isso me desafiou de uma maneira que eu não tinha experimentado há algum tempo. Porque, por mais que você seja desafiado com diferentes papéis ou filmes diferentes, você sabe o que significa ser um ator no set. Me sinto pressionada até certo ponto, mas também me sinto muito à vontade. Então, dirigir algo me tirou da zona de conforto, me jogou no meio de um deserto sem água. Foi aterrorizante. E foi realmente muito legal sentir isso.

FH: Eu acho que tive sorte de fazer isso dentro dessa bolha. Foi um desejo natural para mim, depois de estar no Bates Motel por alguns anos, querer contribuir além do que eu era parte. Parecia estranho deixar de contribuir com algo, o que eu fiz por cinco meses, e depois não ter nada para fazer nesse processo.

DF: Também é querer exercer um pouco de controle também. Não de uma maneira ruim, mas apenas como ator você…

FH: …planeja dominar o mundo.

DF: Eu nunca sei como responder: “Como você planeja fazer a transição de criança para adulto?” Não sei. Eu acho que isso vai acontecer um dia. E, claro, havia uma certa quantidade de pensamento que iria para os papéis que você escolhe durante esse tempo, porque eu nunca quis parecer que eu estava tentando crescer muito rápido. Acho que isso enlouqueceria se você estivesse constantemente sendo estratégico com relação a essas escolhas e, tipo, “Bom, as pessoas finalmente vão me enxergar como uma garota de 17 anos se eu fizer esse papel”. Essa não é a razão pela qual você deveria estar tomando essas decisões. Você deve fazer um personagem só porque você se apaixonou por ele. O personagem que eu interpretei em “The Alienist”, eu não tenho ideia de quantos anos ela tem.

FH: E como foi essa experiência?

DF: Foi uma das maiores experiências da minha vida. Eu realmente me sinto assim, pessoalmente e profissionalmente. O personagem que eu interpreto é mais um passo para mim, eu acho. Ela é uma personagem de época – é estabelecida em 1896 – mas ela é uma das personagens mais feministas que eu já interpretei, em uma época que realmente não existia apoio ao feminismo. E eu estou chateada que Shaun Murphy não é uma pessoa real que eu possa conhecer. Eu acho que quando um ator pode fazer isso acontecer para o público, é uma coisa tão especial.

FH: Eu acho que há um lado esperançoso e otimista dele que está conectado com as pessoas. E ele é alguém que você torce. E em um momento onde a negatividade é tão fácil de ser encontrada, o que eu amei nele foi a sua honestidade refrescante e a maneira como ele pode ser otimista e alegre e nos lembrar que existe algo de bom na humanidade. E foi uma boa transição do “Bates Motel”. Eu acho que ele também é o personagem mais complexo que eu já interpretei. Foi emocionante aceitar esse desafio e a pesquisa que foi exigida em termos do lado do autismo dele. A única coisa boa em estar no programa é definitivamente a roupa de médico. As pessoas sempre dizem: “É difícil estar em um programa de médicos?” Eu acho que tem obviamente o linguajar e os adereços, mas no final do dia você está apenas andando de pijama.

DF: Muito confortável.

Fonte: Variety

Tradução & adaptação: Equipe DFBR.

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