10.01.18 

Dakota Fanning está na capa de janeiro da revista Marie Claire UK, e com isso, a nossa atriz favorita concedeu um entrevista a equipe onde ela conta sobre a sua vida, seus projetos e muito mais. Confira a matéria logo abaixo:

O rolar de olhos de Dakota Fanning é espetacular, merece seu próprio meme. Se tornar famosa na idade de 7 anos, seguido por 16 anos de ser perguntada sobre as mesmas questões, tem dado a ela uma ampla prática. Os piores ofendedores aludem o quanto ela tem ‘crescido’ desde sua estreia em Hollywood  em Eu Sou Sam (2001) (se tornando a atriz mais jovem da história a ser indicada, com oito, para um Screen Actors Guild Awards); o que foi quase o ‘trabalhando com Tom Cruise’ em War Of the Worlds (2005), 12 anos depois; e finalmente não é um milagre que ela não ‘saiu dos trilhos’ como tantas outras estrelas jovens. Ugh.

E então isso se torna minha missão quando conheço a de agora com 23 anos em Londres para nosso ensaio de capa, não dá-la nem uma oportunidade de rolar os olhos. Sentada em um sofá no meio de um estúdio movimentado em um tranquilo domingo a tarde, eu vou dizer a ela que estou assumindo que ela provavelmente saiu dos trilhos secretamente e pergunto a ela qual foi a coisa mais louca que ela já fez. “Isso absolutamente não seria permitido ir para impressão” – ela diz rindo, enquanto bate palmas. Definitivamente sem olhos rolando.

“Sempre me irrita quando as pessoas falam sobre como eu não saio fora dos trilhos – o que eu não fiz, aliás – mas você sabe, eu sou uma pessoa normal. Eu amo uma festa e amo receber as pessoas em qualquer ocasião desde que tenho meu próprio apartamento em Nova Iorque. Eu estou sempre como “Você pode ficar comigo!” Eu não cozinho mas faço ótimos cocktails. Eu faço uma boa margarita.” Dakota fala.

Confortavelmente vestida em um suéter azul da marinha e calça de moletom da marinha, Fanning apenas voou de Budapeste, onde ela passou os últimos seis meses uma psicológica série de drama “The Alienist”. Descrita pela Netflix como “uma forte secretaria determinada a se tornar a primeira policial detetive feminina [em 1870, Nova Iorque]” Sarah Howard parece ser o sonho de função para a primeira incursão de Fanning na Era de Ouro da televisão.

Seu compromisso e apego não apenas de sua parte mas do cast (incluindo Luke Evans e Daniel Brühl) e equipe me fazem quente para ela rapidamente. Não só porquê, em um nível superficial, ela parece muito divertida (‘Em uma das minhas primeiras noites, eles fizeram um evento e eu roubei todos os atores e os trouxe de volta para meu apartamento. Essa foi a minha primeira festa…’) mas porque ela fala com honestidade e sinceridade quando ela poderia facilmente ser menos empolgada.

Ela é rigorosa com rotina, e enquanto assinando para uma série de seis meses poderia ser desanimador, ela admite achar confortável. “Eu gosto de saber onde estou indo e me fazer em casa. [Eu] trabalho muito duro para ficar confortável e conhecer as pessoas. Eu amo a vida que tenho tido em Budapeste.” – ela conta. Como resultado ela achou alcançar o final do projeto muito emocional. “Quando você envolve suas cenas, o produtor e diretor talvez falem um pouquinho sobre você. E então eles fizeram. Eu apenas explodi em lágrimas e sentei aqui chorando em frente a todo cast e equipe.”– Fanning fala.

Sempre a ingênua e constantemente definida por suas funções de infância, que incluem “Charlotte’s Web” (2006) e suas funções adolescentes em “Twilight” (2009, 2010, 2012) ou “The Runaways” (2010), eu digo a ela que foi refrescante a ver em “American Pastoral” de Ewan McGregor ano passado fazendo um terrorista político (e com um convincente gaguejar para começar). “Mas você sabe o que poderia me irritar? As pessoas iriam dizer que foi minha função ‘crescida’. Eu estava fazendo uma de 16 anos. Essa foi minha função crescida!” – Dakota conta.

Por volta do tempo de fazer American Pastoral, Fanning tirou a si mesma de sua zona de conforto por fazer uma esposa e mãe muda em um thriller ocidental “Brimstone” ao lado de Guy Pearce e Kit Harington. Ela é interessada em dirigir, e vai produzir tão bem quanto a protagonista na muito-antecipada adaptação das grandes telas de The Bell Jar de Sylvia Plath, dirigido por seu amigo Kirsten Dunst.

 

“Eu sou definitivamente ambiciosa,”explica Fanning, que também está envolvida em um curso de estudos de mulheres na NYU, com um foco no retrato das mulheres em filmes e na cultura. “Eu nunca fui o tipo de pessoa que é tipo, “Eu quero fazer isso, isso e isso e então serei feliz.” Profissionalmente, eu sou muito ambiciosa mas essas ambições se revelam sozinhas, subconscientemente, como os desafios vem junto.” – Ela fala.

Ela é consciente de que é sortuda pelo amor por sua profissão nunca ter vacilado quando muitos de seus amigos ainda estão se achando na vida. Mas em uma geração do Insta onde a maioria dos atores tem uma linha de moda ou uma plataforma de lifestyle, ela se sente pressionada a fazer algo a parte? “Eu tenho momentos onde sinto que nos dias de hoje, ser apenas atriz não é suficiente. Eu estava ouvindo “Anna Faris Is Unqualified”, o qual eu amo e estava tipo, [suspiro paranóico] “Ela é uma atriz e ela tem um podcast… Eu devo ter um podcast?!” – Dakota fala.

“Isso costumava ser que se você fosse um ator e fizesse certas coisas, isso seria elegante, mas as coisas tem mudado muito. Eu gosto que as linhas estejam borradas e você está permitida a fazer essas coisas. Eu só não sei se eu tenho algo que eu me sentiria autêntica fazendo ainda, porque nós podemos sentir quando não é real, certo? Quando alguém na verdade não acredita no que está fazendo?”– Ela finaliza.

Para alguém tão acostumada com Hollywood, Fanning não tem qualquer noção de direitos e infalivelmente educada. Tudo o que li sobre ela antes de conhecê-la sugeriu que isso seria um caso, mas enquanto isso é preferível para o monstro do ego, eu me preocupei que isso poderia fazê-la um pouco robótica e sedada. Eu cheguei a conclusão de que ela é incrivelmente bem ajustada e fácil consigo mesma. Ela chega ao ensaio da capa por si mesma (o que é pouco usual) e fala com todo mundo – do fotógrafo até o assistente do estilista – no mesmo tom. A sua linguagem corporal durante a entrevista também fala volumes; pés descalços no sofá inclinando pra frente enquanto ela ri.

Não é surpresa, então, quando ela fala que a maior lição que sua mãe ensinou enquanto ela crescia é tratar bem as pessoas. “Tem muitas coisas que estão fora de nosso controle na vida, mas se tem algo que está no nosso controle é como tratamos as pessoas,” – ela explica“Minha mãe é muito altruísta, ela fez tudo por mim e por minha irmã e pensa em nós mil vezes antes de pensar em algo pra ela. Espero ser assim,”– ela adiciona“Eu tento.”

Originalmente de uma cidade ao leste de Atlanta, em Geórgia, na superfície pode ter assumido de sua mãe – uma jogadora de tênis aposentada – e pai vendendor deram o empurrão para a mudança da família para La La Land, mas isso era pra ser apenas temporário. Uma perfomadora entusiasmada, Fanning com 5 anos  foi encorajada por um professor de teatro a procurar um agente e talvez fazer alguns comerciais. Quando sua mãe a levou para visitar sua tia em LA nesse verão, ela foi a algumas audições – e continuou trabalhando. Eventualmente seu pai, irmã e avó se mudaram para se juntar a elas. E ela credita essa essa mulher forte por manter ela com pés no chão.

“Vendo minha mãe ser dona de casa, eu vi a força nisso; em dedicar sua vida a ser a melhor mãe,”– ela retoma“Eu lembro de promover “The Runaways” [sobre a primeira banda de rock só de garotas, co-estrelando Kristen Stewart] e sendo questionada “Já foi dito que você não podia fazer algo porque era uma garota?” “E eu estava tipo “Não, não aconteceu,” e eu percebi que ao crescer com uma mulher tão forte, eu sempre tive o sentimento de que podia fazer qualquer coisa.” – Dakota conta a Marie Claire UK.

Eles são uma família unida e esportiva. “Eu seria deserdada se eu dissesse que não gosto de esportes. Minha mãe estaria tipo, “como você pode dizer algo assim?!” É verdade, eu gosto, eu apenas não jogo porque não tenho a paixão para ser uma atleta profissional. Ou o talento… vamos ser honestas.” – Dakota fala.

Isso faz Elle, sua irmã caçula também na indústria, sua parceira de disputa? Elas certamente sabem como acabar uma com a outra. “Ela acha que estou me transformando em nossa mãe, o que eu acho que é inevitável para todo mundo, ela é tipo [faz uma voz suave] “você e a mãe – você é tipo a segunda mãe!” Nossa mãe é um lembrete constante de “não esqueça de fazer isso e aquilo” e eu estou me tornando um lembrete. Não posso ajudar.” – Fanning conta.

Brincadeiras a parte, a pesar de estar na mesma indústria competitiva, Fanning e sua irmãfamosa tem uma relação incrível, amplamente por quão natural a carreira das duas se desenrolou. ‘Tão de repente, isso apenas aconteceu e nós continuamos porque gostamos disso,” ela disse. ‘Mas não falamos muito disso. Nós temos nossa própria relação separada com o que fazemos. Nós nunca sentimos a necessidade de ter mais disso.”– ela fala.

A diferença de 4 anos não foi sempre fácil. “Houveram alguns anos onde estávamos experimentando coisas diferentes; nas idades de 9 e 13 – nada em comum; 12 e 16 – não sabíamos o que fazer uma com a outra. Agora enquanto ela está ficando mais velha e eu estou ficando mais velha nós estamos ficando mais próximas… É adorável.” Dakota conta.

Tão separado quanto elas visualizam suas carreiras, não é provável que elas vão para o mesmo trabalho algum dia? “Nós tivemos cenários em que fomos ver a mesma pessoa e está tudo bem. Para nós, somos totalmente diferente.”ela conta.

No tempo que passei com Fanning, eu descobri que ela é adoravelmente divertida, leal, ambiciosa e apaixonada sobre Nova Iorque, onde ela vive desde os 18 anos – não tão mal considerando que ela disse “Se eu puder alcançar isso, não quero que ninguém saiba sobre mim.” Fanning conta a Marie Claire UK.

“Eu sei, eu nunca digo nada” ela é relutante em falar sobre relacionamentos, dinheiro ou política. “Eu ainda me sinto dessa forma. Eu acho que é algo legal sobre ser um pouco misteriosa, o que é difícil fazer nos dias de hoje.” – ela finaliza.

Ela inicialmente resistiu a se juntar ao Instagram (agora ela tem 1.8 milhões de seguidores), mas eu iria me tornar frustrada sobre as pessoas falarem sobre meus “trabalhos crescidos” e ela queria o direito de responder. “Eu pensei, eu realmente não estou fazendo grande esforço pra mostrar as pessoas quem eu realmente sou.”

Aqui está um não consciente de si mesma e curado feed de Pequenos flashes dos meus sensor de humor e coisas que eu me importo.” “Eu não pude ajudar notando seu amor por vinho rosé Whispering Angel. “Ai meu Deus, é o melhor,”ela chora. Eu estive tentado a trazer uma garrafa para ela de presente mas não quis que ela levasse para um lado errado. “Eu teria aceitado com braços abertos,” – ela afirma. “E nós estaríamos bebendo agora.”

“The Alienist” vai ao ar na Netflix em 2018. 

FONTE: Marie Claire UK.

Tradução e Adaptação: Equipe DFBR.